LYON – A CAPITAL DO TECIDO

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Lyon está localizada a 465 quilômetros de Paris, 312 quilômetros de Turim, na Itália, e 150 quilômetros de Genebra, na Suíça. É uma importante porta de entrada para o sudeste francês e suas excelentes rodovias a conectam com o Mediterrâneo, os Alpes, a Suíça e a Itália.

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É a capital mundial do tecido, o que explica a presença em seu centro tanto de antigos ateliês quanto de algumas das grifes mais badaladas.

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Embora tenha mais de 2 mil anos de história, Lyon não vive só do passado. Em seu complexo urbano se destacam os edifícios medievais do centro antigo (Vieux Lyon), mas também há espaço para um bairro como ‘Part-Dieu’, um dos maiores e mais ativos polos econômicos da França.

A distribuição geográfica curiosa ajuda a cidade a preservar seus cantinhos em bairros tão diversos que fazem de Lyon uma espécie de colcha de retalhos perfeita até mesmo em suas imperfeições.

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Ela tem um charme arrumadinho bem parisiense, com suas ruas limpas e largas, suas passarelas vermelho-carmim sobre o rio Saône, mas equilibra tudo com um lado moderno super vívido, expresso em seus prédios de arquitetura futurista e cores vivas.

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A localização perfeita faz com que a cidade seja ótima parada em roteiros multicidades: em menos de duas horas de trem dá para chegar a Paris, Marselha, aos alpes suíços de Genebra ou aos campos de lavanda de Aix-en-Provence.

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Alongando um pouco mais o deslocamento você alcança estações de esqui, como Courchevel, e cidades de praia, como Nice. Ir para países como Itália, Espanha e Marrocos também é bem fácil.

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O melhor jeito de entender Lyon é começar a explorá-la pela Place Bellecour. A imensa praça simétrica, adornada por uma estátua de Luís 14 no centro, é o centro nevrálgico da cidade.

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(PLACE BELLECOUR)

Do norte da praça sai a Rue de la République, importante via de pedestres onde se alinham Zaras e Starbucks, e também a Rue du Président Edouard Herriot, que abriga Hermès, Louis Vuitton e outras grifes.

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Subindo esta última desde Bellecour chega-se rapidinho à Place des Jacobins, outra praça emblemática, esta marcada por um chafariz de mármore claro que rende belas fotos.

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O nome é em homenagem a um convento da ordem jacobina que ali ficou até ser destruído durante a Revolução Francesa. Hoje o entorno é dominado por belas vitrines e alguns cafés. Vale a pena escolher um deles para um café da manhã tardio. Um dos mais legais é o Slake Coffee House, que segue aquele padrão de anti decoração, com paredes inacabadas e muita madeira de demolição.

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Por ali, prove o bolo de cenoura coberto com cream cheese e os ótimos lattes, decorados à perfeição.

Depois de bater perna e admirar as vitrines dos arredores da Place des Jacobins, continue subindo a Rue du Président Edouard Herriot até chegar à fervilhante Place des Terreaux, onde estão a prefeitura da cidade, seu maior chafariz e seu museu mais tradicional.

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O Hôtel de Ville, pomposo prédio da administração da cidade, infelizmente é fechado ao público, mas compõe bem o cenário com a Fontaine Bartholdi, enorme chafariz que marca o centro da praça.

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A obra foi parar em Lyon quase por acaso, depois do prefeito de Bordeaux desistir da encomenda que havia feito ao artista. Envolvendo um pátio ajardinado gracioso, o Museu de Belas Artes tem um acervo de respeito, com obras de Rembrandt e Picasso.

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Vale a pena principalmente pela sala de esculturas, que impressiona pelo pé direito alto e pela profusão de Rodins.

Atrás do prédio da prefeitura, a poucos passos do museu, um símbolo arquitetônico reconta uma história curiosa. A Ópera de Lyon perdeu boa parte de sua cúpula quando foi atingida, em 1826, por um grande incêndio. Por conta disso, o interior é todo contemporâneo, decorado em tons de preto e vermelho que aludem ao fogo.

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(ÓPERA DE LYON)

Em um esforço para atrair o público jovem, menores de 28 anos têm direito a ingressos a partir de 10 euros. Escolha um dos espetáculos que começa às 19h30, compre online e chegue um pouco antes do horário para explorar os salões internos e observar o movimento da Place Louis Pradel, ao lado da ópera, onde skatistas se reúnem no começo da noite.

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(PLACE LOUIS PRADEL)

Ao fim do concerto, opte por um restaurante com horários pouco ortodoxos para um jantar tardio. Ali perto, o tradicionalíssimo Grand Café des Négociants tem um ambiente pomposo,

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com cortinas pesadas e paredes ornamentadas, e serve pratos de ‘brasserie’, como ‘steak tartar’ e sopa de cebola gratinada.

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Para encerrar a refeição, ignore as sobremesas e peça uma xícara do espesso chocolate quente, que tem fama de ser o melhor da cidade.

Comece um dia no bairro histórico da cidade, onde os prédios coloridos parecem ter saídos de um pequeno vilarejo italiano à beira mar. As ruelas estreitas de Vieux Lyon são ladeadas por um casario medieval bem preservado.

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A Vieux Lyon também guarda uma miríade de lojinhas de souvenirs e restaurantes pega-turista anunciados como ‘bouchons’, bem típicos, de decoração pitoresca e pratos rústicos. Um dos poucos por ali que representa bem a tradição é o Les Fines Gueules, onde o menu de três etapas fica em € 27.

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Depois do almoço dê um pulo na Terre Adélice, que vende 96 tipos de sorvetes, de sabores como manjericão ou pão de mel, em sua maioria orgânicos.

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PLACE DES TERREAUX

Muito linda, sobretudo à noite, com sua linda iluminação.

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A história de Lyon vem de mais de 2000 atrás. Localizada entre os rios Rhône e Saône, a cidade tem rica cultura desde os romanos. O rio Saône divide a cidade e numa de suas curvas fica encravada a cidade velha, o que significa muitas pontes para atravessar e lindas paisagens de um lado ou de outro de cada margem.

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Apesar de ser uma cidade grande, quando considerado seus bairros periféricos, a parte turística é bem fácil de ser percorrida, inclusive, em grande parte a pé.

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O ponto central da cidade é a bela ‘Place Bellecour’, com a estátua de Louis XIV no meio. Ela fica espremida no meio dos dois rios e dali você atravessa o rio Saône pela Ponte Bonaparte e chega à Velha Lyon e seus belíssimos prédios datados da Idade Média e Renascentista. Ela agora é local das boutiques mais charmosas, dos ateliers de artistas e deliciosos restaurantes.

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Não deixe de conhecer a Cathédrale Primatiale St-Jean-Baptiste. Quase todas as pequenas ruas do bairro de Vieux Lyon, desembocam na Place Saint-Jean, onde está a grandiosa Cathédrale Saint-Jean-Baptiste, que tem um dos relógios astronômicos mais antigos de toda Europa.

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Os vitrais de seu interior impressionam, mas não são páreo para os da Basilique Notre-Dame de Fourvière.

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(OS VITRAIS DA CATÉDRALE SAINT-JEAN-BAPTISTE)

Encarapitada no topo da colina de Fourvière, a igreja-símbolo de Lyon pode ser acessada por um funicular, que sai da Place Saint-Jean e em 15 minutos, alcança o complexo que inclui, além da basílica, um parque, uma loja de souvenir e um restaurante. O bondinho vermelho, um charme, está na ativa desde 1900.

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Uma vez lá em cima, comece a visita pelo jardim da igreja, que oferece um panorama lindo da cidade, emoldurada pelos Alpes ao fundo nos dias claros. A visão compete com a que se tem no interior da basílica, todinha forrada por mosaicos de inspiração bizantina capazes de embasbacar até os menos devotos.

Perca-se pelas ruelas que compõem esse bairro, coma num dos muitos pequenos restaurantes, aproveite as vitrines.

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(ÉGLISE PRIMATIALE ST-JEAN)

No Montee Fourviere há diversas atrações imperdíveis e uma vista maravilhosa da cidade. O funicular que sai da cidade velha.

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(MONTEE FOURVIÈRE)

NOTRE DAME DE FOURVIÈRE

Lyon merece ser descoberta a pé, mas não perca este funicular que leva até a igreja mais bonita da Europa, a Notre Dame de Fourvière.

É uma lindíssima construção francesa que deixa os turistas boquiabertos, a visita é extremamente agradável e os detalhes do local atraem os olhares de todos. No seu interior, apresenta painéis bíblicos coloridos em mosaico, verdadeiras peças artísticas. Além disso, há um mirante que possibilita uma ampla vista da cidade, é uma paisagem de tirar o fôlego! É um lugar lindo, cheio de detalhes, que não pode ficar fora da sua lista de o que fazer em Lyon.

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Toda decorada com maravilhosos mosaicos e os jardins belíssimos em volta.

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A igreja possui dois andares, totalmente diferentes, um totalmente decorado e o outro bem austero.

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Ao lado, fica também o Museu da Civilização Galo-Romana e o Teatro Romano, ambos muito interessantes. O teatro é o mais antigo da França e data de 15 a.C., onde acontecem festivais no verão.

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(MUSEU DA CIVILIZAÇÃOGALO-ROMANA E TEATRO ROMANO)

Depois de explorar a Fourvière, que tem o apelido de “a colina que reza”, é hora de partir para a “colina que trabalha”. A Croix Rousse, que se eleva a partir da Place des Terreaux, ganhou esse apelido graças à enorme quantidade de indústrias têxteis ali presentes. Pegue o metrô na estação St. Jean, na base do funicular, e desça na estação Croix-Rousse. A encosta que trabalha hoje concentra butiques e muitos bares em espaços antes dedicados à produção de tecidos, atividade que fez Lyon florescer economicamente.

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No século XIX, mais de 30 mil ‘canuts’ moravam e trabalhavam ali. O bairro sustenta o espírito fashion em endereços como o Village des Créateurs, uma galeria a céu aberto onde novos designers, escolhidos em um concurso, podem exibir suas criações gratuitamente.

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(VILLAGE DES CRÉATEURS)

A poucos passos dali, a L’Effet Canopée, misto de ateliê, café e lojinha, é uma síntese dos ares ‘cool’ que tomaram o bairro.

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Entre uma lojinha e outra, vá descendo pela Montée de la Grande Côte, uma rua de pedestres das mais fotogênicas, que começa em um jardim com mirante a poucos passos da estação de metrô, de onde se tem vistas lindas do pôr do sol.

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Ao sul da praça fica o Musée des Arts-Décoratifs.

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(MUSÉE DES ARTS-DÉCORATIFS)

Fora da cidade, o Musée Français de l’Automobile Henri Malartre parece ser bem interessante para os aficionados por carros.

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(MUSÉE FRANÇAIS DE L’AUTOMOBILE HENRI MALARTRE)

SALLE RAMEAU

Uma sala de eventos, concertos, etc… pertencente à Mairie (Prefeitura) e em estilo ‘Art Nouveau’.

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TÉÂTRE ANTIQUE

Um antigo e magnífico teatro romano que fica na colina de Fourvière. Antigamente o Théâtre Antique de Fourvière servia como teatro de fato, mas hoje em dia é um lugar arqueológico e de turismo, totalmente aberto e no meio da cidade de Lyon. Há alguns festivais celebrados nele, como o ‘Nuits de Fourvière’.

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Ele tem 108mts de diâmetro e espaço para 10.000 pessoas – grandioso e surpreendente! Há também duas outras estruturas que fazem parte desse complexo, um teatro menor, o Odeon, onde poetas e músicos exibiam seu trabalho para integrantes da elite romana, que é um exemplar raríssimo de teatros dessa época (existe apenas mais um igual a ele). A outra estrutura é um templo romano dedicado à deusa Cibele, que representava a natureza e fertilidade.

INSTUTUT LUMIÈRE

Essa instituição acadêmica francesa em Lyon foi criada em 1982, pelo neto de Louis Lumière, presidente da associação dos famosos irmãos Lumière, que foram os criadores do cinema.

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Dentro do instituto há um museu, um centro de projeção e edição. O lugar não poderia ser melhor escolhido, bem no bairro Monsplaisir, no qual os irmãos Lumière criaram o cinematógrafo. Se você gosta do assunto e de cinema, é um passeio que vale a pena!

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O museu é uma ótima opção para um passeio com crianças, pois, é extremamente didático, lá está explicado passo a passo como os Irmãos Lumière inventaram cada um dos equipamentos que possibilitaram a invenção do cinema, não tem como não se encantar. Há também linhas do tempo cinematográficas incríveis.

LA CROIX-ROUSSE

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Essa é uma das mais famosas colinas de Lyon e um bairro do mesmo nome, que fica entre encostas e planalto. É um lugar que não pode ficar fora da lista de o que fazer em Lyon. É muito charmoso e pode-se curtir o clima boêmio da França do século XIX.
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As ruas estreitas e os belos estabelecimentos dão ao lugar um charme adicional. O nome é devido a uma cruz que se ergueu no século XVI no planalto, de cor ocre. Essa colina foi um importante ponto industrial de seda e recebeu o nome de ‘’o morro que trabalha’’ em oposição à Colina de Fourvière, que recebe o nome de ‘’moro que reza’’, por causa da famosa Basílica de Fourvière. É um ótimo passeio gratuito para curtir os ares da França.
MUSÉE DES BEAUX-ARTS
O Museu de Belas Artes de Lyon é um dos maiores museus franceses e europeus no mundo, portanto, passeio imperdível por lá. Bem no centro dessa cidade, o museu abriga seu acervo em uma antiga construção, um prédio do século XVII. São mais de 70 salas para os visitantes do Museu de Belas Artes em Lyon conhecerem, contando anos de história da arte.
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Peças do antigo Egito até obras modernas (de Monet e Picasso, por exemplo) e penduradas são a combinação perfeita para você passar a tarde apreciando. E para quem quiser se aprofundar, existe um áudio guia que conta um pouco sobre tudo em apenas 1h30 de visita ao Museu. É imperdível ! Para os pesquisadores, ainda existe uma biblioteca (aberta ao público) e documentações, que você tem acesso mediante um pedido justificado. Eles só abrem das quartas-feiras aos sábados.
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Por último, passe no jardim local, que costuma ficar aberto das 7h30 às 18h. Para ingressar, existe uma taxa de menos de 10 euros que você deve pagar para ter acesso ao acervo, assim como uma taxa extra para exposições especiais.
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Fica em um antigo convento da ordem dos beneditinos. O local é realmente lindo, e com este pátio interno, acessível a todos.
LES MURS PEINTS DES CANUTS – (As paredes pintadas)
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São 1200 mts2 de pinturas a céu aberto representando a vida dos ‘canuts’, que eram operários que teciam a seda. O ‘Le Murs des Canuts’ é o muro mais interessante e famoso de Lyon, é o maior da Europa e símbolo histórico para a cidade. O muro foi pintado em 1987 e atualizado em 1997 e 2013. Hoje em dia, há vários outros muros pintados pela cidade, pintados como iniciativa da Prefeitura, para atrair mais turistas, mas esse localizado no bairro ‘Croix Rousse’ é o mais emblemático.
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Há algumas décadas, Lyon se tornou conhecida por suas paredes pintadas. Os temas são geralmente ligados à história do bairro e de seus moradores, ou de forma mais geral à história da cidade. Quase todos os anos novas paredes pintadas aparecem !
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Mas temos que olhar com atenção, pois, muitas vezes, no meio de todos os outros prédios, essa técnica de “trompe l’oeil” ( para “enganar a vista”) é realmente eficaz e não percebemos à primeira vista que se trata se uma “falsa” fachada !
GUIGNOL
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Se inicialmente, era um personagem específico criado por um operário da seda (canut) de Lyon, o nome se propagou e atualmente chamamos ‘guignol’ ao conjunto desses marionetes. Mas faz parte da tradição de Lyon e ainda hoje, na França inteira, faz a alegria de pequenos e grandes!

FÊTE DES LUMIÈRES

É a maior festa de Lyon e acontece em dezembro, ocasião em que os prédios da cidade ganham instalações fantásticas de projeções, laser e luzes. Evite o sábado, normalmente o dia mais lotado.

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Luzes, vídeos e cores tomam as fachadas de Lyon, durante a Fête des Lumières, que acontece sempre em dezembro.

TRABOULES

Na Vieux Lyon, a parte medieval e turística, estão os ‘traboules’, espécie de passagens secretas que atravessam imóveis, levando de uma rua a outra muito utilizadas por moradores durante a Segunda Guerra Mundial para fugirem da Gestapo.

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LES HALLES PAUL BOCUSE

Les Halles de Lyon Paul Bocuse on eatlivetravelwrite.com
Em 1971, o Les Halles, um mercado de alto nível, foi inaugurado no bairro de La Part-Dieu, próximo à principal estação de trem de Lyon. Extensas renovações ocorreram no mercado em 2004, resultando nos 13.000 metros quadrados de restaurantes em 3 andares que hoje constituem o local.
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Lá você pode encontrar muitos produtos que são típicos da culinária de Lyon. No mercado há também vários restaurantes, então é uma ótima dica ir perto do horário de almoço, tanto para ver os produtos quanto para almoçar ou lanchar.
Recebe o nome do mais famoso chef da cidade, Paul Bocuse. Ele fica na Cours Lafayette e é uma ótima opção de o que fazer em Lyon, com estandes dos melhores produtores da região. Vale colocar na sacola pelo menos uma peça do cremoso queijo St. Marcellin e algumas garrafas de vinho do Beaujolais. O box da Giraudet é a dica para provar um prato simbólico de Lyon, a ‘quenelle de brochet’, espécie de bolinho de peixe servido com molho de lagostins.
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Encerre com uma ‘tarte praliné’, tortinha coberta com um caramelo de amêndoas bem vermelho, sobremesa mais famosa da cidade.

BAIRRO MONTPLAISIR

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É hora de desbravar o bairro de Monplaisir, ainda mais ao leste, onde cresceram os irmãos Lumière, inventores do cinema. No pátio da fábrica da família os dois testavam suas criações – a primeira cena que registraram era justamente a balbúrdia na saída dos operários. A mansão da família é hoje o Musée Lumière, que reúne câmeras e gravações antigas, além de outras invencionices dos irmãos, como o Photorama, que registrava imagens em 360 graus, e um rudimentar projetor 3D.

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Também é gostoso se aventurar por Confluence, um antiga zona portuária, antes feiosa e degradada, que recebeu milhões em investimentos e hoje abriga prédios de arquitetura futurista, bem coloridos.

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Uma caminhada noturna pelo bairro de Confluence é a melhor pedida se você quiser evitar as hordas de trabalhadores saindo das empresas que proliferam por ali. Aproveite o começo da noite para vagar sem pressa pelo ‘Quai Rambaud’, reparando nos gigantes edifícios coloridos que parecem até brinquedo de criança. O laranjão, apropriadamente apelidado de Cubo Laranja, é um dos pioneiros e ganhou um irmão em 2015, o Cubo Verde, projetado pelo mesmo escritório.

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Um dos poucos entrepostos de mantimentos preservado agora abriga galerias de arte (é lá que acontece a Bienal de Arte Contemporânea) e no terraço, a balada Sucre, que promove as festas de música eletrônica mais comentadas da cidade – espere DJs internacionais e preços salgados.

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(BOATE LE SUCRE)

A caminhada alcança seu apogeu na chegada ao Musée des Confluences, inaugurado no final de 2014 e não por acaso localizado na confluência entre os dois rios de Lyon, Rhône e Saône. Impossível não se impressionar com o prédio espelhado que, segundo os arquitetos, se inspira no formato de uma nuvem.

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(MUSÉE DES CONFLUENCES)

Se o passeio for feito em uma quinta-feira, dá para conferir as exposições interativas temporárias, já que nesse dia o museu permanece aberto até  às 22h. Um jantar no restaurante do complexo, a ‘Brasserir des Confluences’ é o desfecho mais aprazível da jornada por esse admirável bairro novo.

GASTRONOMIA

Em Lyon vive o chef-celebridade Paul Bocuse, cujo restaurante L’Auberge du Pont de Collonges, com três estrelas Michelin, fica 4 quilômetros ao norte. Por essas e por outras, a região é considerada a principal centro gastronômico francês.

BOUCHON LYONNAIS

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Um “bouchon” (nesse contexto) é um pequeno restaurante convivial e com preços acessíveis. Ao menos tradicionalmente era assim, pois, agora, com o fluxo de turistas, os preços podem subir, é claro. Neles podemos provar a cozinha tradicional de Lyon, repleta de pratos à base de pedaços menos valorizados dos animais, como tripas, pés de carneiro, ‘andouillette’.  Tudo regado com um bom vinho Côtes-du-rhône ou um Beaujolais (um primo pobre, que na França não é muito valorizado.

A cozinha francesa é bem diferenciada e varia muito de região para região. Pode-se comer de tudo e existe praticamente todo tipo de prato.

Para o almoço, pode-se escolher um local que está “na moda” em Lyon, “L’Epicerie“. Parece que sempre está lotado. A decoração faz um pouco anos 50, mesas grandes (onde todo mundo se mistura) ou pequenas, serviço rápido e tudo bem feito, apesar de simples. A especialidade da casa são as “tartines”, esses sanduíches abertos, frios ou quentes e as sopas. As sobremesas também são ótimas!

Para se deliciar entre uma refeição e outra, por que não  se deixar seduzir pelos doces à base de ‘pralines rosés’, muito comum nos doces de Lyon?
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A cidade também conta com excelentes restaurantes estrelados:
LÁUBERGE DU PONT DE COLLONGES – RESTAURANTE PAUL BOCUSE
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O mais famoso deles –  L’Auberge du Pont de Collonges, do chef Paul Bocuse, três-estrelas no Guia Michelin, que serve um menu de € 165 que vale cada centavo e reserva experiências gastronômicas inesquecíveis.

L’OURSON QUI BOIT
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L’Ourson qui boit – (Rue Royale, 23) faz uma fusão das cozinhas francesa e japonesa. No almoço, entrada, prato e sobremesa saem por € 19 – é disputado: reserve.
DANIEL E DENISE
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Escolha entre um almoço ao ar livre no Les Terraces Saint-Pierre, restaurante que ocupa um jardim nos fundos do edifício e tem menus a partir de € 22, ou caminhe até o descolado Crock’n’Roll, que serve versões criativas do sanduíche ‘croque monsieur’, um dos mais clássicos da gastronomia francesa.
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Não muito longe da Montée de la Grande Côte fica o restaurante La Mère Brazier, um dos 15 estrelados pelo Guia Michelin em Lyon.
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Na Croix-Rousse há mais outras tantas casas que, mesmo sem estrela, capricham na cozinha de autor, como o Bistrot des Voraces…
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e Le Potager des Halles – em ambos, reservas são imprescindíveis para o jantar. Bem na frente deste último há sempre alguns turistas parados, olhando fixamente para o alto.
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(LE POTAGER DES HALLES)
Eles observam não um prédio comum, mas um afresco ‘trompe l’oeil’ que simula uma fachada, o chamado ‘Fresque des Lyonnais’.
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Nas janelas de mentirinha estão 30 célebres lioneses que enchem de orgulho os locais, como Saint-Exupéry, autor do Pequeno Príncipe e o chef Paul Bocuse, que revolucionou a cozinha francesa e criou um pequeno império gastronômico na cidade.
PRATO TÍPICO DE LYON: QUENELLE
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Quenelle é uma palavra que se origina do Alemão (macarrão ou bolinho de massa). Em Lyon, é outra palavra para “comfort food”, porque é quente e te deixa satisfeito. Enquanto você pode comê-lo durante todo o ano, o outono e inverno realmente bate a fome e traz consigo o prazer.

A quenelle pode ser feita com polpa de peixe, frango, carne ou legumes. Este bolinho de massa delicada é preso com uma pasta feita com o uso de pão ralado, ovos, gemas de ovos, gordura, farinha de arroz, ou de creme. A pasta é referido como um ‘panade’ ou ‘panada’.

O bolinho é moldado em uma forma oval e depois escaldado em caldo ou água. O tamanho do ‘quenelle’ depende da pessoa, de modo que, colheres menores podem ser utilizados para moldar a forma.

O ‘quenelle’ pode então ser usado como uma entrada, prato principal, ou como um enfeite e geralmente é servido com um molho rico.

PARA 8 PESSOAS:

INGREDIENTES:

– 500 ml de água
– 10 g de manteiga
– 2 pitadas de sal
– 400 g de farinha tipo 55
– 6 ovos
– azeitonas verdes
– cogumelos
– 200 ml de leite
– 500g picada de peixe, carne ou frango

PREPARAÇÃO:

Pique 500g de filé em uma peneira coberta com um pano. Deixe em descanso em um lugar frio por 12 horas.

Ferva 200ml de leite, adicione 30g de manteiga derretida, 10g de sal 2g de pimenta e farinha 125g.

Misturar cuidadosamente, usando uma espátula de madeira, até que a mistura esteja lisa e não grude nas paredes.

Cubra a preparação e reserve.

Misturar a preparação, durante 2 min, adicionar a carne picada. Misturar novamente.

Quebre 6 ovos em uma tigela, adicione 100g de manteiga, em seguida, a mistura de preparação. Deixe a mistura descansar por 1 dia.

Separe a mistura em 120 peças, com as mãos faça rolos em uma mesa enfarinhada. Cozinhe as peças por 12 minutos em água levemente salgada.

Coloque-os em um prato gratinado e cobra-os com molho Nantua.

Asse no forno por 10 min. Aproveite enquanto quente.

 

DOCE TÍPICO DE LYON: BRIOCHE

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INGREDIENTES

  • 20 gramas de leite
  • 16 gramas de fermento fresco
  • 220 gramas de ovos (10 a 12°C)
  • 8 gramas de sal
  • 40 gramas de açúcar cristal
  • 400 gramas de trigo peneirada (especial para pães)
  • 200 gramas de manteiga 82 a 85% de gordura

DICA: Quebre os ovos, bata com o ‘fouet’ até que eles se misturem, mas sem esbranquiçar. Só então pese.

MODO DE PREPARO

  1. Com um termômetro, meça a temperatura do ambiente e a temperatura da farinha. Some e diminua de 54. O valor obtido deve ser o valor da temperatura que o seu leite deve estar.
  2. EXEMPLO: A temperatura do meio ambiente estava a 18,5°C, da farinha a 20°C. Somei os dois e obtive 38,5°C. 54 – 38,5 = 15,5˚C. Meu leite deverá estar nesta temperatura, mas se estiver entre 11,5˚C e 15,5°C ele também pode ser usado.
  3. No ‘bowl’ da batedeira, dilua o fermento no leite.
  4. Em outro ‘bowl’, misture os ovos com o sal até que ele se dissolva, mas sem esbranquiçar os ovos.
  5. Acrescente a farinha e o açúcar por cima do leite e misture um pouco com as pontas dos dedos.
  6. Coloque o ‘bowl’ na batedeira com o batedor em forma de raquete, ligue na velocidade média e acrescente os ovos aos poucos. Aumente a velocidade e bata até que a massa fique lisa.
  7. Deixe a manteiga com uma consistência macia e a 14˚C. Divida-a em duas partes iguais.
  8. Adicione metade da manteiga na massa e bata até que ela fique lisa novamente. Então repita o processo com o restante da manteiga.
  9. Quando a massa estiver lisa novamente, corte um pedaço de plástico filme e o coloque em uma bandeja. Faça uma bola com a massa, coloque-a sobre o plástico filme e cubra-a com outro pedaço de plástico filme por cima, para ela ter bastante espaço para crescer. Deixe descansar por 1 hora e meia em temperatura ambiente (19˚C).
  10. Passada a hora do descanso, tire a massa, amasse com os dedos e forme um retângulo.
  11. Com a massa aberta, dobre as duas pontas até que elas se encontrem no meio da massa, formando um retângulo.
  12. Jogue um pouquinho de farinha por cima e por baixo da massa.
  13. Embale em plástico filme e coloque na geladeira (5˚C) para gelar por 2 horas. Depois dessas duas horas, aperte um pouco a massa com os dedos (por cima do plástico filme), para sair um pouco dos gases e deixe descansar por 24 horas.
  14. No dia seguinte, divida a massa em pedaços de 50 gramas. Faça bolinhas ou bolinhas com a cabeça, dependendo de qual brioche você vai fazer.

MAIS FOTOS DE LYON

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UM PASSEIO POR LYON:

 

 

 

 

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