DIJON – O CORAÇÃO DA BORGONHA

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Dijon é a capital da região de Bourgogne, antiga capital dos Duques, que na idade média possuíam um império mais vasto e importante que o da coroa francesa: o ducado ía da atual Borgonha até a Suíça e da Bélgica até a Holanda e Luxemburgo.

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É uma das cidades mais bem preservadas da França, escapou praticamente ilesa das grandes guerras e hoje guarda belas obras dos períodos gótico e renascentista.

Cidade com muitas características medievais, também mescla outros estilos, como o gótico, o renascentista e o rococó. Em 2015, o centro histórico entrou para a lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco.

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Na entrada da cidade, a Porte Guillaume é uma construção romana, datada de 100 anos depois de Cristo, que fazia parte das muralhas originais e foi redescoberta no século XIX.

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Ao lado, fica a Rue de la Liberté, que concentra bons restaurantes, pâtisseries, chocolaterias, mercados, farmácias, antiquários e lojas de grife, formando um eixo comercial de encher os olhos com as demais ruas vizinhas.

PLACE FRANÇOIS RUDE

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(PLACE FRANÇOIS RUDE)

Outro cantinho charmoso é a Place François Rude, de 1904, batizada em homenagem ao escultor dijonense. O lugar também é conhecido como Place du Bareuzai, por causa da escultura Le Vendangeur, de um homem pisando nos cachos de uva – o ‘bareuzai’, como é chamado esse profissional na França. Um antigo carrossel confere ar nostálgico à praça.

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Apesar de ser considerada uma cidade grande para os padrões da Bourgogne, a capital administrativa da região conserva ares de uma mini Paris (com uma ou outra fachada germânica) e funciona como a porta de entrada para a rota dos vinhos

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Entre os séculos XIV e XV, a região era tão importante quanto Paris – cidade que certamente inspirou a arquitetura da cidade, que tem até um pequeno Arco do Triunfo.

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E foi principalmente nesta época que artistas renomados foram trazidos para cá. A ideia era fazer com que Dijon fosse cada vez mais importante no cenário cultural europeu.

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Por isso em Dijon tudo gira em torno dos ducs de Bourgogne: Philippe le Bon, Charles le Téméraire, Philippe le Hardi e Jean Sans Peur, são nomes que você vai ver pra todo lado. Foi só em 1678, sob o reinado de Louis XIV, que a Borgonha foi anexada ao reino da França.

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Com 150.000 habitantes, a pequena e encantadora cidade com seu rico passado cultural, sua privilegiada localização (1h30 de Paris de TGV, e 3h00 da Alemanha, da Itália e dos Alpes), a presença de uma reputada universidade; e claro, a conceituada gastronomia fazem de Dijon uma cidade turística e movimentada, conquista quem a conhece.

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Ainda hoje, Dijon conserva importantes obras de arte. Depois de Paris, é considerada um dos centros culturais mais importantes da França. Em 2008, ela foi eleita como a “Cidade da Arte e da História” pela Commission Nationale des Villes d’Art et d’Histoire.

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Com um dos centros históricos mais preservados do país, seu patrimônio histórico, cultural e arquitetônico pode ser descoberto através de visitas às dezenas de museus, catedrais, casas tradicionais e principalmente, ao conhecer o Palácio dos Duques e dos Estados da Borgonha.

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Em Dijon, num perímetro bem pequeno, é possível encontrar em ótimo estado tanto ruelas medievais, daquelas com casas de tijolinho e madeira aparentes, herança da época em que Dijon fazia parte da rota comercial de especiarias e tecidos, quanto lindos palacetes (ou hôtels particuliers) da Renascença, época em que Dijon era uma das cidades preferidas da burguesia endinheirada.

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A cidade capital dos duques herdou daquela época a reputação de ser uma rica cidade burguesa. Dijon é um dos mais belos exemplares de cidades do interior da França, que ainda não foram completamente invadidas pelos turistas e justamente por isso propiciam uma experiência de passeio bem mais autêntica.

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Aqui tem de tudo do bom e do melhor, tudo fica pertinho, o centro histórico pode ser visitado a pé, sem falar que estamos na Bourgogne! Região dos vinhos e da gastronomia por excelência.

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Não compensa ir a Dijon de carro, a não ser que você esteja fazendo um circuito e não um bate-e-volta. De carro é preciso contar mais de 3 horas de viagem de Paris, o que deixa o dia bem puxado. Sem falar que o carro vai ser mais um contratempo do que uma utilidade; a única coisa que você vai fazer com seu carro é estacionar (com dificuldade) e deixar encostado o dia todo. Nem pense em circular de carro em Dijon, por enquanto é a pior ideia do mundo. As ruelas são pequenas, as vagas de estacionamento são raras e caras.

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Detalhe: Dijon é uma cidade linda, mas pequena. Então evite ir no domingo, pois, quase tudo vai estar fechado, como na maioria das cidades de pequeno e médio porte na França que não vivem exclusivamente do turismo. Segunda-feira de manhã muitos comércios também fecham, mas abrem à tarde, então não atrapalha muito.

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Terça-feira é um dia a ser evitado pra quem gosta de museus, pois, é o dia em que todos estão fechados.

A temperatura média em Dijon no inverno varia de -1 a 4 graus Celsius, e no verão de 15 a 25 graus. Porém, sua localização influencia no clima, e também  enfrenta – se invernos rigorosos com muita neve, em que as temperaturas podem baixar -15° e durante o verão o termômetro pode subir até os 35° graus.

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Em Dijon nasceu Gustafe Eiffel, em 1832. engenheiro civil, que foi responsável por importantes pontes, estações de trens, e, claro, pela famosa torre. Curiosidade dentro de curiosidades, ele desenhou a estrutura da Estátua da Liberdade.

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Da estação, logo à direita fica o ‘Office de Tourisme’. Entre lá, pegue um mapa da cidade e compre o “Percurso da Coruja”, guia do centro histórico da cidade. Ele custa apenas 3€50 e vai guiá-lo pelos 22 pontos mais interessantes da cidade, seguindo as flechas de bronze pelo chão. Ele existe em português do Brasil, coisa rara na França!

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Continue pela Avenue Foch. O centro histórico fica a 5 minutos da estação de trem. Siga o Percurso da Coruja, passando pelo Jardim Darcy até chegar na porte Guillaume, o mini Arco do Triunfo de Dijon.

A Rue de la Liberté, que começa na Porte Guillaume, é uma das principais ruas de Dijon e a mais movimentada. Ela não está no percurso, mas não deixe de passar por ela.

 

 

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(BOUTIQUE MAILLE)

Nela encontramos a loja Moustarde Maille, que oferece degustação de mostardas e que vende uma quantidade enorme de mostardas diferentes (existe uma réplica desta loja em Paris, na Madeleine), aromatizadas até com caviar.

Se não está familiarizada com mostardas fortes, comece com a mostrada “douce” (suave), depois ‘mi-forte’.
Impossível não avistar uma loja.

Sua variedade de mostardas é de enlouquecer: pelo menos 40 variações, algumas com ingredientes doces ou com conhaque e que vende mostarda há 265 anos.

Também nela, ficam lojas ótimas, como a Galeries Lafayette.

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A ‘moutarde au Chablis’, sai fresca da torneira igual a um chop.

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Você pode degustar vários tipos e escolher a sua e é uma ótima ideia de presente.

 

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É possível experimentar desde as versões clássicas até as novas criações como as aromatizadas com trufas negras ou brancas.

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E ao contrário de custarem uma fortuna como aqui no Brasil, lá os preços são bem acessíveis, e a vontade é comprar a loja inteira. Tem até um sistema onde a pessoa leva o próprio pote de casa (ou adquire na loja) e eles enchem com a mostarda da sua escolha, tipo um refil de mostarda. Demais!

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Se você estiver em Dijon numa terça, quinta, sexta ou sábado, o ‘Marché des Halles’ é uma parada obrigatória. Lá é possível encontrar ótimos produtos, em especial o ‘jambon persillé’, ou presunto com uma espécie de gelatina de salsinha, uma especialidade da Bourgogne.

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(JAMBON PERSILLÉ)

O mercado só funciona de manhã, e na quinta apenas algumas barracas estão abertas. Alguns dias tem também uma feirinha de antiguidades nas ruas vizinhas, principalmente perto da Place Grangier e da Place François Rude.

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Dijon tem 8 museus com temas diferentes, o que é excepcional pra uma cidade desse tamanho. Como num dia só não dá pra ver todos, escolha o mais legal, que é o Musée des Beaux-Arts, que fica no Palais des Ducs et des Etats de Bourgogne. Esse realmente é imperdível.
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Além da coleção ser super interessante, o museu é lindo, pois, fica num palácio, assim como o Louvre. O destaque fica para a ‘Salle des Gardes’, onde se encontram os túmulos dos Ducs de Bourgogne. Todos os museus de Dijon (exceto o Musée Magnin) são grátis.

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Ainda no Palais des Ducs é possível subir na Tour Philippe le Bon. As subidas são organizadas a cada 45 minutos e custam 2€30. Vai ser preciso um pouco de fôlego pra subir a pé os 316 degraus que levam ao topo, mas a vista compensa! O interessante é procurar pelos telhados coloridos típicos da Borgonha, feitos de telhas vitrificadas.

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A cidade é linda e acolhedora a qualquer época do ano. Claro que para quem não é muito chegado em um inverno muito rigoroso, a época do ano mais agradável é no período de meia-estação, ou seja, na primavera (abril/maio) ou outono (setembro/outubro).

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Agora, se puder, recomendo evitar de colocar seu roteiro para domingo e segunda-feira. Se não for possível, já vá pelo menos sabendo que como todas as cidades pequenas da França, no domingo quase tudo da cidade encontra-se fechado. Segunda-feira de manhã muitos comércios também continuam fechados, mas alguns já abrem à tarde.

PALAIS DES DUCS ET DES ÉTATS DE BOURGOGNE

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Uma jóia da arquitetura, no meio da cidade, o Palais des Ducs de Bourgogne é a atual Mairie de Dijon (prefeitura). Foi inteiramente reconstruído em 1365.
 
Os primeiros traços do homem na Bourgogne, estão no Musée Archéologique, que merece uma visita, assim como a antiga Abadia  Sainte-Bénigne que abriga o museu.
 
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Musée de la vie Bourguignonne uma bela coleção de ethnographie rural e urbana, com uma notável reconstituição do comércio da cidade e da região, no século passado.

O lindo palácio é o prédio mais importante da cidade e é deslumbrante.

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Se você conseguir, faça também uma visita guiada ao local, assim você terá acesso a áreas que não poderia ir sozinho.

MUSÉE DES BEAUX-ARTS

 

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Localizado dentro do palácio dos duques, o acervo é bastante extenso. Se você não gosta de arte, então venha aqui pela arquitetura. Os salões são deslumbrantes! Com obra que contam um pouco da história da região, aqui também você encontrará uma coleção modesta de obra modernas, como Monet e Rodin.
CATÉDRALE SAINT-BÉNIGNE DE DIJON
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Dentre as construções religiosas, a principal é a Catedral. A construção do edifício gótico atual começou em 1280.
Antes era um mosteiro (criado em 871). A primeira igreja construída no local ficava sobre a sepultura do santo e data de 535.
PARCOURS DE LA CHOUETTE – PERCURSO DA CORUJA 
 

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Comece o seu passeio com o ‘Percurso da Coruja’, que tem 22 etapas. O nome se deu por conta de uma rocha em formato de coruja que foi encontrada em uma parede na igreja de Notre Dame, bem no centro. Dizem que se você tocá-la com a mão esquerda, trará sorte para a sua vida.

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Esta pequena coruja, de 20 cm, é um amuleto sagrado para os habitantes de Dijon. 

Esculpida no século XV, na capela da Igreja Notre-Dame,  guarda segredos…os visitantes a acariciam com a mão esquerda e fazem um desejo.

E não é que o animal acabou virando símbolo da cidade? Em todas as lojinhas de souvenirs você irá encontrar uma corujinha para dar de presente.

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Para escolher o que você deseja visitar do Percurso, visite o Office de Tourisme ao lado da estação de trem ou na rua des Forges, 11 (no centro da cidade). Lá eles tem um livrinho com o roteiro para você seguir.

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O legal é que você pode fazer tudo caminhando e sem guia. O percurso deve ser feito a pé. Você vai seguindo as flechas no chão e em cada ponto de interesse uma placa de bronze indica um número, que remete à explicação do mini-guia.

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A vantagem é que você vai visitando a cidade ao seu ritmo, levando de 2 horas a um dia inteiro. O mais legal disso tudo? O “Percurso da Coruja” existe em português. A ideia é que seguindo esse caminho você conheça o básico da cidade e termine a sua visita justamente… na Coruja! Sim, existe uma coruja de fato, em pedra, esculpida na lateral da Igreja de Notre-Dame. A Coruja na verdade é pequena e bem desgastada pela ação do tempo. O mais interessante de fato é essa forma lúdica e original que criaram para estimular a circulação por todo o centro da cidade.

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Todos os pontos são grátis, menos algumas possíveis exposições temporárias. É só seguir as placas douradas com o desenho da coruja!

SUBIDA NA TORRE PHILLIPE, LE BON

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Embora a torre não seja tão alta – ela tem apenas 46 metros – já dá pra ter uma boa ideia da região, inclusive de ver como os vinhedos estão próximos.
Dizem que quando o tempo está limpo, você pode até ver o famoso Mont Blanc.
MARCHÉ DES HALLES
Com cerca de 246 lojas com os melhores produtos nacionais. A construção foi inspirada nos grandes mercados centrais de Paris, com telhados de vidro, que permitem a entrada de luz natural.
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Uma parada essencial, o Marché des Halles fica na R. Odebert, 21000. Aberto terça, quinta e sexta das 9h às 13h e sábado durante todo o dia, espaço que já abrigou um antigo monastério do século XIV e foi projetado sobre suas ruínas por Gustave Eiffel. O mercado fecha cedo, oficialmente às 13h, mas antes disso eles já começam a recolher seus produtos.

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Ao redor do mercado você encontrará vários bistrôs charmosos e com menus do dia com preços acessíveis e cardápios repletos dos clássicos da região preparados com produtos fresquíssimos.

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Não vá embora antes de conhecer as boutiques das tradicionais mostardas de Dijon: ‘Maille'(Rue de la Liberté, 32.cienne) A loja da mais famosa mostarda de Dijon, encontrada no mundo todo!  De segunda a sábado, das 10h às 19h) e ‘Fallot’ (Rue de la Chouette. Todos os dias, das 10h às 19h).

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Lá você poderá provar diferentes combinações, conhecer mais sobre a história e o processo de fabricação dessa iguaria. Difícil resistir.

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Aproveite a boa quantidade de grandes lojas na Rue Liberté – acessível apenas para pedestres – como a Galeries Lafayette, H&M e outras.
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A GASTRONOMIA DE DIJON – O MAIOR ATRATIVO DA CIDADE

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Famosa mundialmente pela “Mostarda de Dijon”, embora a mostarda propriamente dita, seja importada do Canadá; a cidade é conhecida também pela produção do “Kir”(uma mistura de vinho branco e creme de cassis) – O cassis é um licor, principalmente utilizado neste aperitivo ‘kir royale’….

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(KIR ROYALE)

…pelos “nonnettes” e “pain d’épices” (basicamente um pão de mel incrível); e claro, pelo “boeuf bourguignon”,

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carne preparada com vinho tinto da região, champignons e toucinho.

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Entre uma parada e outra, experimente uma das especialidades de Dijon: o ‘pain d’épices’, espécie de pão de mel à base de farinha, mel, gengibre, cravo, laranja, ovos e especiarias, muito consumido com geléias e ‘foie gras’. As lojas La Rose de Vergy (rue de la Chouette) e a Mulot et Petit Jean (place Bossuet) são as mais tradicionais.

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(PAIN D’ÉPICES)

São pães, bolos ou biscoitos com mel e especiarias. Na França, a tradição dessa ‘gourmandise’ remonta aos duques de Bourgogne.

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Infelizmente após a Segunda Guerra Mundial os processos de fabricação mudaram e  a cidade conta com uma única fábrica que segue o modelo tradicional, é a casa Mulot et Petitjean, que data de mais de 2 séculos.

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Uma outra variação são as ‘nonnettes’, um pão de mel cilíndrico, recheado ou não (o tradicional é recheado com uma geléia de laranja, mas existe uma infinidade de outros sabores!

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Outra delícia é o Crème de Cassis: Um creme alcóolico feito a base de cassis, imprescindível para a realização do maravilhoso aperitivo chamado kir (originário da região e que conquistou toda a França): um fundo de creme de cassis e complete a taça de vinho branco, ou de champagne (para o kir royal).

Para os apreciadores de vinho, a localização de Dijon (na colina dos vinhos da Borgonha, conhecida como a rota dos grandes vinhos “Routes des Grands Crus” –  que liga Dijon à Beaune), favorece ainda uma visita às melhores adegas da Borgonha.

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Aliás, consideradas por muitos, inclusive, como as melhores adegas da França. As uvas dessa região são conhecidíssimas e seus vinhos exportados para o mundo todo, feitas com uvas Pinot Noir e Gamay (para tintos), e Aligoté e Chardonnay (para brancos).

route des grands crus

Na Borgonha o vinho mais comum é o Pinot Noir, mas outras variedades de uva também são cultivadas na região, como a Boujolais e a Chardonnay (para os vinhos brancos). A fama dos seus vinhos se espalhou pelo mundo e estão entre os melhores existentes.

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Vale ressaltar que Dijon está em uma das regiões com mais estrelas Michélin da França. A gastronomia é levada muito a sério e certamente é o maior atrativo da cidade. Mas pode ficar tranquilo, você vai se deliciar não só nos restaurantes famosos, como também nos mais simples e despretensiosos.

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Dijon é, sem dúvida, um reduto dos ‘foodies’. Como eu já disse, em cada canto da cidade, é possível observar essa relação com a quantidade de ‘boulangeries’, ‘pâtisseries’, restaurantes e bistrôs, lojas de vinhos e casas especializadas em produtos e comidas típicas, que afirmam o que eles denominam a “Art de Vivre” francesa. São paradas obrigatórias as visitas à ‘Moutarderie Edmond Fallot’, com suas inúmeras variações de mostarda, que levam na receita desde cassis até trufas.

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A Bourgogne fez da mostarda a história e a especialidade da sua Região. A mostarda de Dijon é uma mostarda forte, preparada a partir de grãos de mostarda, de vinagre e ácido cítrico. Seu gosto é acentuado com a carne e na composição de molhos com maionese. Uma curiosidade sobre as mostardas é que os grãos não são totalmente produzidos na Borgonha, sendo importados cerca de 80% do Canadá e de outros países. No entanto, a fabricação tradicional da mostarda é na própria Borgonha.

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Falando em trufas, vale visitar a ‘La Boutique de la Truffe’, no centro medieval. Além de conhecer mais sobre as produzidas na Borgonha, há boa seleção de produtos nacionais e italianos com a iguaria.

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Para uma experiência mais completa, Thierry e seu filho Yann, ambos especialistas em trufas, possuem uma propriedade onde funciona uma “fazenda” de cultivo, onde acontecem workshops, degustações e caça às trufas.

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(LA BOUTIQUE DE LA TRUFFE)

As lojas La Rose de Vergy (rue de la Chouette) et Mulot et Petit Jean (place Bossuet) são as mais tradicionais e mais antigas, fábricas de ‘pain d’épice’.

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(MAISON MULOT)

Os biscoitos, balas e doces da Rose de Vergy são feitos na própria loja todas as manhãs e a loja da Mulot et Petit Jean é lindíssima e vale uma visita. A Mulot foi fundada em 1796, é a mais antiga fábrica e lojas de gengibre de Dijon.

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(LA ROSE DE VERGY)

Na primavera e no verão você pode se refugiar em cafés e restaurantes com mesinhas nas calçadas e nas lojas de produtos tradicionais.

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(MULOT ET PETIT JEAN)

Come-se muito bem em Dijon, que é considerada uma das capitais gastronômicas da Europa, com seus variados tipos de queijos

Dijon

e de um tomate muito interessante, o tomate Coeurs de Boef.

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Mais do que as atrações turísticas, o dia a dia parece mesmo roteiro de filme europeu. Moradores fazem fila na frente das padarias e saem com suas baguetes embaixo do braço. O cestão de pães é até deixado do lado de fora. Sem contar que qualidade e sabor são levados muito a sério por essas bandas. Degustam-se pelo menos 50 queijos em uma ‘fromagerie’ até escolher qual levar para o lanche da tarde.

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Além da mostarda e das tradicionais especialidades francesas (pães, queijos e frios de infindáveis sabores), Dijon é conhecida também pelo creme de groselha preta. (Cassis)

A região também produz o licor creme de cassis, usado em diversas receitas de drinks e doces. Um exemplo de sobremesa, é creme de mamão com cassis.
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Mas não tem como fugir de pelo menos uma garrafa de Pinot Noir ou Chardonnay por aqui.
Produits Guyot Gourmet
Gougères
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O pão de queijo francês. Não tem o mesmo gosto do nosso, mas tem o seu charme. É geralmente servido em aperitivo, acompanhado de vinho.
E o mercado fechado, que rola três vezes por semana, é o espaço ideal para ver moradores literalmente “se jogando” na gastronomia. Quiches, frutos do mar variados, pães, mostardas, macarons, vinhos e os clássicos escargots da Borgonha!
Dijon
Aos fins de semana a coisa ferve e todo mundo corre para encontrar um espaço no quiosque La Buvette du Marché. A vontade é de trazer tudo o que se vê, desde mostardas, geléias, doces, vinhos e tudo o que Dijon oferece.
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Eles tem uma carta de vinhos enorme, servem diversos rótulos também em taças e ainda preparam umas guloseimas para acompanhar – harmonização com tábua de queijos e escargots. Além de observar as pessoas fazendo compras e se cumprimentando, come-se e bebe-se muito bem.
RESUMO:
  • Como chegar, saindo de Paris: TGV pela Gare de Lyon até Dijon-Ville. O tempo médio é de 1h30, e em média € 30, mas o preço varia bastante, para mais ou menos, dependendo da antecedência da compra. Consulte na Rail Europe.

 

  • Hotel Ibis: 1 noite € 100 (nos hotéis Ibis sempre cabem duas ou até 3 pessoas; dividindo esse valor, fica bem em conta), com café da manhã.

 

  • Aluguel de carro: Avis, Europcar, Alamo, Hertz, podendo fazer a cotação no Rent Cars.

 

 

DICAS

Não se esqueça dos pedágios pela Europa, se fizer trajetos de carro.

Na Suíça, por exemplo, não há pedágios, mas para utilizar carros de outros países, da União Europeia, é obrigatório o adesivo/selo de imposto anual, chamado de ‘Vignettes’, que custam cerca de CHF 40 (francos suíços) ou € 34.
Se for passar pela Suíça, veja se sua locadora possui esse adesivo, pois, se você não tiver, corre o risco de levar uma multa. É possível encontrar o adesivo em qualquer posto de gasolina, correios, entre outros.
PRATO TÍPICO DE DIJON: COQ AU VIN
É uma carne de frango que é cozida bastante tempo no vinho, até que o molho fique bem escuro e o frango se desmancha!
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INGREDIENTES

  • 20 dentes de alho inteiros, sem a casca
  • 4 cebolas
  • 2 cenouras
  • 2 alhos-poró (somente a parte branca)
  • 2 frangos inteiros de 2 kg cada
  • 1,5 litro de vinho tinto
  • 1 xícara (chá) de conhaque
  • 1 colher (sopa) de sal grosso
  • sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
  • 4 folhas de louro
  • 4 ramos de alecrim

MODO DE PREPARO

1. Descasque os dentes de alho e as cebolas. Lave os vegetais e ervas.

2. Numa tábua, corte as cebolas em 4 pedaços. Pique os alhos-poró e as cenouras de forma irregular.

3. Corte cada frango nas juntas, separando as sobrecoxas, coxas e o peito.

4. Numa tigela bem grande, ou num saco plástico, junte todos os ingredientes. Leve à geladeira e deixe marinar por 48 horas.

PARA O COZIMENTO

INGREDIENTES

  • 80 g de manteiga
  • 2 ½ xícaras (chá) de caldo de galinha caseiro

MODO DE PREPARO

1. Em 3 tigelas, separe os ingredientes da marinada: legumes, frango e líquido. Reserve.

3. Leve uma panela média com um pouco de manteiga ao fogo médio. Quando começar a espumar, doure os pedaços de frango aos poucos. (Se colocar todos os pedaços de uma vez, o frango não ficará dourado.) Coloque mais manteiga à medida que for colocando os pedaços de frango. Reserve 2 colheres (sopa) de manteiga para os legumes. Retire o frango da panela e reserve.

4. Na mesma panela, junte o restante da manteiga e doure os legumes da marinada por alguns minutos. Acrescente o líquido da marinada, os frangos, o caldo e deixe cozinhar por 30 minutos.

PARA A MONTAGEM

INGREDIENTES

  • 2 cenouras
  • 2 cebolas
  • 2 colheres (sopa) de cebolinha francesa
  • 250 g de bacon em pedaço
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • sal a gosto

MODO DE PREPARO

1. Corte as cebolas em metades e as metades, em meias luas bem fininhas. Corte o bacon em tirinhas também. Corte as cenouras em rodelas finas ou faça fios usando um zester. Pique fino a cebolinha. Reserve.

2. Numa frigideira, coloque a manteiga e leve ao fogo médio. Quando derreter, doure o bacon por 5 minutos. Acrescente a cebola e a cenoura e refogue por 15 minutos. Tempere com sal.

3. Transfira para uma travessa, disponha os legumes refogados por cima, decore com a cebolinha francesa e sirva imediatamente.

DOCE TÍPICO DE DIJON: PROFITEROLES
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INGREDIENTES
  • Rende: 25 profiteroles

  • Massa:

  • 3 colheres (sopa) de manteiga

  • 1 pitada de sal

  • 1/2 xícara de água morna

  • 1/2 colher (sopa) de chocolate em pó

  • 5 colheres (sopa) de farinha de trigo

  • 3 ovos

  • Manteiga para untar

  • Farinha para polvilhar

  • Recheio:

  • Creme de chocolate e avelã tipo Nutella

  • Açúcar de confeiteiro ou chocolate em pó para polvilhar

MODO DE PREPARO

  1. Preaqueça o forno em temperatura alta (220°C).
  2. Coloque em uma panela a manteiga, o sal, a água e o chocolate em pó. Misture bem e deixe até ferver.
  3. Tire do fogo e acrescente a farinha de uma vez só, mexendo rapidamente com uma colher de pau. Leve de novo ao fogo e cozinhe, mexendo sempre, até a massa desgrudar do fundo da panela.
  4. Retire do fogo e transfira para uma tigela. Adicione os ovos um a um, mexendo bem a cada adição para que os ovos não cozinhem.
  5. Faça os profiteroles pequenos e redondos com um saco de confeiteiro com bico perlê gigante, diretamente sobre uma assadeira untada e enfarinhada. Quem não tem saco de confeiteiro pode moldar os profileroles usando uma colher de sopa.
  6. Leve para assar em forno preaquecido alto, por cerca de 20 minutos. Retire e deixe esfriar.

RECHEIO

  1. Derreta a Nutella em banho-maria ou no micro-ondas em potência alta, por 1 minuto.
  2. Corte a tampinha dos profiteroles e, com a ajuda de uma colher, coloque o recheio. Recoloque a tampa e polvilhe com açúcar de confeiteiro ou chocolate em pó.

Dijon é assim !

 

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(AGÊNCIA DOS CORREIOS)
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DIJON – O CORAÇÃO DA BORGONHA

 

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