CONHEÇA ÓBIDOS – UMA PÉROLA PARA O MUNDO –

Para minha primeira postagem (e ainda em caráter experimental, pois, sou principiante em Blogs), escolhi uma cidade portuguesa que fiquei alguns anos querendo muito conhecer. Até que fomos, meu marido Célio e eu, em 2016.
Começamos a viagem deste ano, por ficar uma semana em Paris…depois disso, voamos a Lisboa e de lá, saímos em carro alugado, para conhecermos Portugal.
Encantei-me com este país-irmão. Portugal não tem a ‘glamour’ de Paris, é claro, mas mesmo tendo ficado uma semana na ‘cidade luz’, é natural que se sinta a diferença, quando se chega em Portugal.
Mas nem por isso Portugal deixou de encantar- me. Aliás, minhas postagens no Facebook, logo que chegamos de viagem, tinham como título ‘Dos Encantos de Portugal’.
Portanto, amigos, saibam que ainda estou engatinhando no assunto ‘Blog’, mas prometo me empenhar bastante.
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HISTÓRIA:
Os Mouros, no séc. VIII ocupam a Vila de Óbidos em 11 de Janeiro de 1148 e D. Afonso Henriques conquista a vila aos Mouros em 1195. Por aqui passaram muitas rainhas de Portugal, deixando muitos benefícios para Óbidos, incluindo D. Catarina que mandou construir o aqueduto e os chafarizes. D. Manuel I retoma Óbidos em 1513 mediante novo Foral.
O terremoto de 1755 fez-se notar na vila, derrubando parte da muralha e também templos e edifícios, alterando a construção de alguns deles com aspecto árabe e medieval. Óbidos foi palco das lutas da guerra peninsular, tendo ocorrido a grande batalha da Roliça, que na época pertencia ao templo de Óbidos.
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(AS RUELAS DA CIDADE MURADA)
São muitos os tesouros culturais desta pequena vila, que na sua reduzida área contém 14 igrejas e capelas, sendo de realçar a Igreja Matriz de Stª Maria, com as paredes revestidas de azulejos e com quadros de Josefa d’Óbidos (pintora). Igualmente nos seus arredores existem pontos de interesse da mais variada ordem: o aqueduto, mandado construir por D. Catarina de Áustria, mulher de D. João III; a Lagoa de Óbidos, local propício para a pesca e caça, próximo da qual tinham lugar os piqueniques reais.
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(A CIDADE MURADA)
A adaptação do Castelo em Pousada, em 1951, constituiu o primeiro ponto português em que um monumento histórico beneficiou deste tipo de aproveitamento.
A 16 de Fevereiro de 2007, o Castelo de Óbidos recebeu o diploma de uma das sete maravilhas de Portugal.

A vila medieval de Óbidos é uma das mais pitorescas e bem preservadas de Portugal.
Na cidade intramuros, as lojinhas são encantadoras !
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(Lojinhas nas ruas da cidade murada atraem os turistas com todo tipo de artesanato)
Suficientemente perto da capital e situada num ponto alto, próximo da costa atlântica, Óbidos teve uma importância estratégica no território. Já ocupada antes de os romanos chegarem à Península Ibérica, a vila tornou-se mais próspera a partir do momento em que foi escolhida pela família real. Desde que o rei D. Dinis a ofereceu a sua esposa D. Isabel, no séc. XIII, ficou a pertencer à Casa das Rainhas que, ao longo das várias dinastias, a foram beneficiando e enriquecendo. É uma das principais razões para se encontrarem tantas igrejas nesta pequena localidade.
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(O lindo Castelo de Óbidos, cuja muralha, ganha luzes azuis à noite e serpenteia a mata ao redor da cidade – um deslumbramento)
Dentro de muralhas, encontramos um castelo bem conservado e um labirinto de ruas e casas brancas que encantam quem por ali passeia. Entre pórticos manuelinos, janelas floridas e pequenos largos, encontram-se vários motivos de visita, bons exemplos da arquitetura religiosa e civil dos tempos áureos da vila.
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(Estava feliz da vida por conhecer Óbidos, por estar bem ali, na cidade medieval)
A Igreja Matriz de Santa Maria, a Igreja da Misericórdia, a Igreja de São Pedro, o Pelourinho e, fora de muralhas, o Aqueduto e o Santuário do Senhor Jesus da Pedra, de planta redonda, são alguns dos monumentos que justificam uma visita atenta.
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Assim como o Museu Municipal de Óbidos, onde se encontram as obras de Josefa de Óbidos. Foi, no séc. XVII, uma pintora de referência e uma mulher com uma atitude artística irreverente no seu tempo.
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Os seus quadros refletem a aprendizagem com grandes mestres da época como os espanhóis Zurbarán e Francisco de Herrera, ou os portugueses André Reinoso e Baltazar Gomes Figueira, seu pai.
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(O grande Aqueduto, na entrada da cidade murada)
Qualquer época do ano é boa para visitar Óbidos. Pelas histórias de amor que aí se contam e pelo ambiente medieval, é uma sugestão inspiradora para um fim-de-semana romântico ou simplesmente tranquilo. E se incluir uma noite de alojamento no castelo, então o cenário será perfeito.
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Na gastronomia local, destaca-se a caldeirada de peixe da Lagoa de Óbidos, ainda melhor se acompanhada pelos vinhos da Região Demarcada do Oeste.
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(Caldeirada de Peixe de Óbidos)
Outra atração é a célebre Ginjinha de Óbidos, que se pode apreciar em vários locais, de preferência num copinho de chocolate.
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(Banquinha de Ginginha – que é bem forte e doce)
Durante todo o ano, um programa de eventos traz alguma animação a esta pequena localidade, mas sem dúvida os mais concorridos são o Festival Internacional do Chocolate, o Mercado Medieval e o Natal, em que se decora a vila com motivos alusivos à época. Merecem destaque também, as Temporadas de Música Clássica Barroca, de Cravo e o Festival de Ópera que concedem uma atmosfera especial a Óbidos, com espetáculos ao ar livre nas noites quentes de verão.
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(Festival Internacional do Chocolate)
Não muito longe, fica o extenso areal da Praia d’El Rey, onde os golfistas podem apreciar um campo de golfe com vista para o mar atlântico. Passando a cidade das Caldas da Rainha, cuja história também está ligada à Casa das Rainhas, encontra-se a praia da Foz do Arelho, ligando a Lagoa de Óbidos ao mar. Um bom local para um almoço de marisco e peixe fresco ou para um fim de tarde ao pôr-do-sol, à beira-mar.
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(Praia d’El Rey)
Em 2007 o castelo da cidade de Óbidos recebeu o diploma de candidatura como uma das “7 Maravilhas de Portugal”.
Óbidos é a referência do azulejo em Portugal classificado como símbolo da expressão artística em Portugal.
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(Esta é a linda entrada para Óbidos)
Cidade Literária da UNESCO, Óbidos fica a apenas 70 km de Lisboa, e é uma jóia arquitetônica famosa por sua muralha medieval.
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Mas é também uma joia literária porque aqui até as igrejas abrigam livros. É o caso da Igreja de Santiago, uma das livrarias mais populares do país.
José Pinho conseguiu preservar essa preciosidade arquitetônica convertendo-a em uma biblioteca com mais de 40.000 livros.
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(Dentro de uma livraria em Óbidos)

Com uma população de 12.000 habitantes, Óbidos é a menor Cidade Literária do mundo.

Após a Livraria de Santiago, novas livrarias foram criadas em espaços surpreendentes, como em um hotel, no mercado ou até em um armazém.
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Óbidos é sede do Folio – Festival Internacional de Literatura,
cujo foco é celebrar a literatura dos países de língua portuguesa.
O festival de 2016 contou com uma celebração de dez dias, com confraternização de autores e seus leitores.
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Atualmente, a novidade na cidade é o Latitudes Festival, que promove encontro de literatura a viajantes.

A história é tão bonita quanto o lugar. Óbidos é uma das vilas mais lindas e preservadas de Portugal.
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Em parte porque a trajetória desta cidade protegida por uma alta muralha de pedra é ligada à nobreza desde o século XIII , quando o rei Dinis se casou com Isabel de Aragão: entre os presentes que o monarca deu à mulher estava a vila de Óbidos inteirinha.
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A tradição de ser dote real se estendeu até o século XIX. Isso ajudou a conservar intacta a cidade.
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Todas as fachadas são enfeitadas com flores , principalmente gerânios vermelhos e bugiganvílias roxas.
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Construções antigas abrigam bons restaurantes , galerias de arte cheias de charme , alèm de de muitas garrafeiras , como os portugueses chamam os lugares que vendem bebidas alcoólicas – entre as especialidades etílicas locais estão os vinhos e a ginginha , uma espécie de licor feito à partir da ginja , um tipo de cereja selvagem abundante na região.
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Muito pouco mudou desde o século XIV nas ruas intramuros , época em que foi finalizada a fortificação cuja origem é mourisca anterior ao século XII , quando os árabes foram expulsos dali.

Óbidos fica distante 80 km de Lisboa é um brinco uma joia medieval.Dedique um dia inteiro para visitá-la e apreciá-la , ao passar pela imponente Porta da Vila (entrada principal) , parece que viajamos no tempo.
Aproveite e visite Caldas da Rainha e Alcobaça, cidades próximas.
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Há saídas diárias de Lisboa (rodoviária Campo Grande),o bilhete tem um custo aproximado de 7 euros.

Para quem viaja de carro, ao chegar a Óbidos, pode encontrar-se um Parque de Estacionamento fora do centro histórico.
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(Achei este recado não porta de uma loja e rí muito. Mas o português é mesmo assim:exageradamente claro e óbvio para nós brasileiros.São exatos ao se expressarem.)
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(Cadeiras curiosas e, embora não pareçam, jamais irão cair.)
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(As lojinhas são realmente atraentes !)
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(Para um passeio tranquilos pela cidade…)
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De Lisboa
De carro, para chegar a Óbidos, cerca de 80 km, ir pela A8 em direção a Leiria e tomar a saída 15.

De Santarém
Seguir a autoestrada A15

Do Porto
Seguir a A1 até Leiria, onde pode apanhar a A15.

Em ônibus, a Rodoviária do Tejo assegura o transporte regular para Óbidos. Os horários e as várias localidades de ligação podem ser consultados em http://www.rodotejo.pt

Há uma paragem de comboio em Óbidos, mas fica fora das muralhas, pelo que ainda se demora 10 a 15 minutos a subir a encosta do castelo. Em alternativa, pode chamar-se um táxi. Os horários podem ser consultados em http://www.cp.pt, onde se deve pesquisar o serviço Regional ou Inter-regional.

RECEITA DE UM PRATO TÍPICO DE ÓBIDOS: CALDEIRADA DE PEIXE
1 A CALDEIRADA
INGREDIENTES
Medalhões de pescada (pode usar tranches, filetes, postas, etc) 3
Miolo de camarão 150 g
Vinho branco 200 ml
Pimentão verde 1
Pimentão vermelho 1
Batatas médias 4
Tomates grandes maduros 2
Cebolas 2
Coentros 1 bom buquê
Malagueta 1
Sal e pimenta
Azeite

PREPARAÇÃO:

Retire a pele das cebolas e das batatas e lave-as muito bem.
Retire o peixe, passe-o por água e no caso de ser peixe congelado, deixe descongelar um pouco num recipiente, temperando-o de sal e pimenta.
Num tacho médio ou grande coloque um fio de azeite, de seguida coloque uma camada de batatas cortadas em rodelas (não muito finas para não se desfazerem depois ao cozinhar), os pimentões em tiras, os tomates e outra camada de cebolas também em rodelas. Tempere de sal, regue com azeite e metade da porção de vinho branco.
Disponha o peixe por cima da camada de cebolas, e volte a repetir o processo colocando outra camada de batatas e os camarões. Regue com o resto do vinho branco, azeite e um pouco de sal por cima dos camarões.
Parta a malagueta ao meio e adicione-a juntamente com o coentro. Leve em fogo quente e quando vir que começa a ferver, reduza o fogo. Deixe cozinhar em fogo brando por cerca de 35-40 minutos dependendo do tacho que utiliza.
Estará pronto quando as batatas estiverem tenras ao colocar um garfo. Sirva bem quente com uma fatia de pão.

RECEITA DE UM DOCE TÍPICO DE ÓBIDOS:FERRADURAS
1 A FERRA

INGREDIENTES:
500g de farinha
200g de açúcar
150g de manteiga
4 Ovos + 1 gema de ovo
4 Colheres de chá de fermento em pó

PREPARAÇÃO;
Ferve-se a canela e a erva-doce em ½ litro de água, filtra-se e deixa-se amornar. Junta-se o açúcar, a farinha e o resto dos ingredientes à margarina derretida e à água fervida, e amassa-se durante 30 minutos. Deixa-se descansar a massa cerca de 8 horas. Moldam-se as ferraduras e vão ao forno bem quente.

ATÉ A PRÓXIMA POSTAGEM !

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